
Por que se vai tão cedo?
Se ainda não é a hora.
Por que se esvai sua vida enquanto ela chora?
Por que quebrou a promessa,
a jura de sobrevivência?
Se o que agora nos resta é a loucura.
Ou a demência.
Por que se foi a ternura em pele pálida e fria?
Por que ele partiu em mar de fúria?
Se a dor que nos assola é chama. Faca que perfura.
Por que se foi a calmaria com a sua perda?
Se agora somos prisioneiros da nossa dor.
Patricia Abade
Em memória das vítimas do vôo AF 447. E em solidariedade aos parentes e amigos das vítimas.
Foto: www.jovenpan.uol.com.br
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